Até 2012: Rede de água será duplicada na capital
Updated - Tuesday 02 February 2010
O Presidente do Conselho de Administração do FIPAG, Nelson Beete, garantiu o início das obras ainda este ano, e para além dos 500 quilómetros de rede de distribuição deverão ser estabelecidos novos centros distribuidores em Boane, Belo Horizonte, Catembe e Tsalala.
“Brevemente vamos arrancar com o investimento para duplicar a capacidade de produção e construir novos centros distribuidores. De facto, há muitas zonas de Maputo onde a água não chega e nos próximos dois anos, quando este projecto estiver concluído, podemos nos dar por satisfeitos”, disse Nelson Beete.
Segundo a mesma fonte, foram investidos nos últimos dez anos, no âmbito do processo de reforma do abastecimento de água urbano, cerca de 500 milhões de dólares americanos.
“Com a entrada de operadores privados queremos capitalizar os ganhos dos últimos dez anos e todas as medidas serão tomadas para acautelar que a reforma proporcione melhor serviço”, disse.
O FIPAG tem vindo a fazer importantes investimentos na cidade de Maputo, como é o caso de Laulane, o que vai permitir fazer chegar a água a mais 200 mil pessoas.
“Já temos algumas cidades que já alcançaram mais de cinquenta por cento. Temos até 2015 para as restantes alcançarem as metas. Podemos mencionar Inhambane e Quelimane como as que já servem mais de metade da população. Chókwè está a andar muito rapidamente nessa direcção. As cidades que têm mais problemas são Chimoio, Manica e Gondola, mas já há um projecto em curso. As cidades recentemente transferidas para o FIPAG, nomeadamente Lichinga, Cuamba e Nacala, são aquelas em que temos maiores desafios, porque não se realizaram investimentos que pudessem acompanhar o desenvolvimento da demanda”, disse.
Acrescentou que nestas últimas três cidades está-se a reabilitar o que existe e, posteriormente, fazer investimentos que permitam satisfazer a demanda.
O representante residente interino do Banco Mundial, Luíz Tavares, disse por sua vez que a sua instituição está plenamente satisfeita com o desenvolvimento das últimas décadas no que se refere ao abastecimento de água em Moçambique.
“Moçambique foi colocado como uma experiência fronteira. É uma experiência de ponta, extremamente positiva. O importante é que não podemos parar. Todos os dias temos que rever periodicamente as posições e movimentar”, indicou.
Fonte Original: Noticias, 02 de Fevereiro de 2010

