Abastecimento de água : Reformas no sector já produzem resultados

Updated - Saturday 30 January 2010

Segundo Cadmiel Muthemba, a cobertura do serviço de abastecimento de água atingiu em 2009 os 60 porcento, contra os 32 no início do programa, em 1999. Por outro lado, o número das horas de distribuição da água aumentou significativamente, havendo cidades que passaram a distribuir o precioso líquido ininterruptamente durante 24 horas, casos de Inhambane, Maxixe, Chókwè, Quelimane e Beira.

No sistema de Maputo, prevalecem alguns constrangimentos para se atingir os níveis de serviço desejáveis em termos de continuidade, cobertura, redução das perdas e melhoria do serviço ao cliente.

“Os resultados alcançados encorajam-nos a prosseguir com as reformas em curso, descentralizando e regionalizando os serviços de abastecimento de água para permitir o crescimento duma indústria nacional de água robusta e o desenvolvimento do sector privado doméstico com capacidade e conhecimento para assumir o papel de operadores nacionais”, disse Cadmiel Muthemba.

De acordo com o titular da pasta das Obras Públicas e Habitação, o desejo do Governo é de ver operadores nacionais a explorar o sistema de abastecimento de água de Maputo, quando o contrato com a Águas de Moçambique terminar em 2014. De igual modo, seria oportuno ter nacionais a explorarem outros sistemas.

Com base no contrato assinado ontem, companhias privadas moçambicanas serão envolvidas na gestão delegada de abastecimento de água. O acordo firmado entre o Fundo de Investimento e Património de Abastecimento de Água (FIPAG) e a Corporação Financeira Internacional, representados, respectivamente, por Nelson Beete e Emmanuel Nyirikindi, na ordem de 1.7 milhão de dólares, prevê a elaboração de um estudo sobre as opções estratégicas da participação do sector privado na gestão delegada de água.

O entendimento, segundo dados tornados públicos na ocasião, visa promover a participação dos investidores privados nacionais na provisão de serviços de água e, numa primeira fase, será feita uma avaliação exaustiva das várias opções que se apresentam ao FIPAG para o envolvimento do sector privado no quadro da gestão delegada do sector de águas, assim como a identificação das decisões-chave a tomar e a elaboração da estrutura de transacções.

Fonte: Jornal Noticias, 29 de Janeiro de 2010